A amigdalina é conhecida por vários nomes. Laetrile, letril, e também vitamina B17 — todos estes são termos utilizados para designar a mesma substância, embora o último seja tecnicamente incorreto. Não existe uma vitamina B17 oficialmente reconhecida, apesar de este nome ser amplamente utilizado. A amigdalina é responsável pelo sabor amargo encontrado nas sementes de cerejas, ameixas, damascos, pêssegos, e cerejas doces. Identificada pela primeira vez no século XIX, ganhou popularidade devido às suas alegadas propriedades anticancerígenas. Mas será que a vitamina B17 oferece realmente uma abordagem alternativa na oncologia?
O que é a amigdalina?
A amigdalina é um glicosídeo — um composto natural encontrado nas plantas. É a substância responsável pelo sabor amargo característico que se nota ao comer a fruta perto do caroço. As concentrações mais elevadas ocorrem nos grãos de amêndoa amarga, mas também estão presentes em quantidades significativas nas sementes de marmelo, alperce, ameixa, cereja, e pêssego. Para além dos frutos com caroço, a amigdalina aparece em leguminosas como as favas, o feijão-roxo, o grão-de-bico, e as lentilhas. Também se encontra em bagas como amoras e arandos, bem como em sementes de linhaça, sementes de sésamo, rebentos de bambu, e arroz integral. As nozes de macadâmia e as castanhas de caju estão entre as fontes mais ricas em nozes.
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[note: A amigdalina é por vezes comercializada como «vitamina B17, », mas nunca foi oficialmente classificada como vitamina por qualquer autoridade científica ou reguladora de renome.]Amigdalina — Propriedades e Mecanismo
No corpo humano, a amigdalina sofre uma série de reações químicas e acaba por se decompor em ácido prússico, cianeto de hidrogénio, glicose e benzaldeído. Dois destes produtos de decomposição — o cianeto de hidrogénio e o benzaldeído — podem afetar negativamente o organismo em quantidades excessivas e podem mesmo levar a intoxicações graves. Esta é uma importante consideração de segurança que não deve ser ignorada.
Os defensores de abordagens oncológicas alternativas discordam desta avaliação. De acordo com a sua teoria, a amigdalina decompõe-se nestes compostos potencialmente nocivos apenas no interior das células cancerosas, deixando as células saudáveis inalteradas. Sugerem que uma enzima chamada beta-glicosidase permite que o cianeto de hidrogénio penetre nas células doentes, permitindo que o benzaldeído as destrua a partir do interior. De acordo com esta teoria, a vitamina B17 não só teria como alvo as células mutantes, como também ajudaria a prevenir a metástase, encurtando a esperança de vida das células afetadas. Os defensores afirmam que a amigdalina poderia funcionar tanto a nível terapêutico como preventivo contra o cancro.
[warning: As alegações anticancerígenas em torno da amigdalina continuam por provar pela ciência convencional. Nunca utilize a amigdalina como substituto do tratamento convencional do cancro. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de considerar qualquer suplementação.]No entanto,, a realidade científica é mais complexa. Os investigadores têm salientado que as células cancerígenas contêm quantidades insuficientes da enzima necessária para absorver amigdalina em quantidades significativas. Apenas quantidades mínimas podem chegar às células cancerígenas — insuficientes para as destruir — enquanto a substância restante poderia potencialmente causar danos ao tecido saudável.
O que dizem as pesquisas?
As evidências científicas sobre a amigdalina e o cancro são contraditórias e inconclusivas. Alguns estudos observaram um crescimento mais lento das células cancerígenas do cólon em ambientes laboratoriais. Outros exploraram o seu potencial papel no apoio ao tratamento do cancro da próstata, e um estudo em ratos sugeriu uma possível influência no tratamento de tumores mamários. No entanto,, a par destas descobertas,, numerosos estudos não demonstraram absolutamente nenhum efeito no tratamento,, prevenção ou, progressão do cancro.
Até que sejam realizadas mais investigações clínicas rigorosas,, continua a ser impossível determinar de forma definitiva se a amigdalina tem algum impacto real nas células cancerígenas. O que é claro é que este composto tem suscitado uma curiosidade científica significativa e que a investigação em curso poderá eventualmente fornecer respostas mais definitivas. Para aqueles interessados em https://medpak.shop/collections/antioxidants com suplementos antioxidantes com evidências mais bem estabelecidas, existem muitas opções bem estudadas disponíveis.
[tip: Se estiver interessado em compostos baseados em evidências que apoiam a saúde celular, considere antioxidantes bem estudados, como a vitamina C, a vitamina E, o selénio, ou a coenzima Q10.]Amigdalina — Dosagem
Não existe uma dosagem universalmente aceite para a amigdalina, o que reflete a incerteza científica que ainda rodeia esta substância. Para fins preventivos gerais, alguns profissionais sugerem a incorporação de pequenas quantidades de sementes de frutos moídas na dieta. No entanto, no que diz respeito à utilização relacionada com o cancro, a situação é muito mais complexa e nunca deve ser abordada sem supervisão médica.
A título de exemplo, o Dr. Contreras, do Hospital Oasis of Hope, propôs uma abordagem faseada: seis comprimidos de 500 mg por dia durante 21 dias na fase um, quatro comprimidos de 500 mg por dia na fase dois e a continuação da fase dois ou uma redução para quantidades preventivas na fase três. Outros investigadores adotam uma postura mais conservadora, recomendando não mais do que uma a duas sementes por dia estritamente para fins de bem-estar geral, ao mesmo tempo que desaconselham totalmente a dosagem terapêutica.
As formas suplementares de amigdalina, tais como as disponíveis em cápsulas, contêm normalmente doses muito mais baixas (, cerca de 4 mg), e destinam-se a quem Wish pretende incluir este composto como parte de uma rotina mais ampla de rotina de suplementação.
[products:medica-herbs-amigdalin-b17-4-mg-60-capsules, vitalers-amygdalin-vitamin-b17-4-mg-120-capsules]Amigdalina — Contraindicações e segurança
O início da suplementação com amigdalina deve ser sempre discutido com um médico, especialmente no contexto de um diagnóstico de cancro. A autoadministração desta substância pode ter consequências graves, particularmente se levar alguém a abandonar o tratamento oncológico convencional em favor de abordagens alternativas.
A amigdalina não é geralmente recomendada para indivíduos com doenças cardiovasculares, uma vez que os preparados que contêm este composto podem baixar a pressão arterial. Também pode prejudicar a função digestiva, podendo levar a indigestão, azia, dor abdominal, inchaço, e náuseas. Em casos de síndrome de má absorção, a amigdalina pode reduzir ainda mais a absorção de outros nutrientes valiosos.
É também importante notar que a amigdalina pode interagir com outros medicamentos. Tomá-la juntamente com ácido ascórbico (vitamina C), por exemplo, pode aumentar o risco de efeitos adversos. Por esta razão, qualquer decisão de tomar suplementos de amigdalina deve ser tomada em consulta com um profissional de saúde que possa avaliar potenciais interações com medicamentos existentes e condições de saúde.
[warning: O consumo excessivo de amigdalina pode levar a intoxicação por cianeto. Os sintomas incluem dor de cabeça, tonturas, náuseas, e, em casos graves, convulsões. Nunca exceda as quantidades recomendadas e procure sempre aconselhamento médico.]Conclusão principal
A amigdalina, comumente referida como vitamina B17, é um composto fascinante derivado de plantas com uma longa história de interesse nos círculos de saúde alternativa. Embora algumas pesquisas preliminares sugiram propriedades potenciais que valem a pena explorar, o consenso científico não apoia atualmente a sua utilização como tratamento contra o cancro. Se optar por tomar suplementos de amigdalina, faça-o de forma responsável — em doses baixas, sob supervisão médica, e nunca como substituto de terapias médicas comprovadas.